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Lidando com o MEDO

A um tempo atrás, eu, Luiza (escritora da amarsi), já tinha escrito um texto para falar um pouco sobre o medo, um assunto que particularmente me rodeia a vida inteirinha. Mas que nesse momento de pandemia tenho certeza que está na mente de todos.

Sempre foi muito difícil para mim aceitar que eu tinha medo. A sociedade sempre rotulou aqueles que tem medo como covardes ou fracos, por isso na minha mente sempre surgiram questões de por que eu sentia aquilo, como esquecer aquela sensação, ou ate como não demonstra-la. Que bobagem! Não sentir medo é um grande rotulo infeliz que os homens adotaram para se impor mais fortes que nós mulheres.


Outro dia li:

“Veja a beleza do medo é [...] ele esta simplesmente preparando você para a situação, de modo que você possa aceitar o desafio.” Osho, Saude emocional.

Por um instante minha mente parecia mais calma e quieta, e minha vergonha por sentir medo parecia ir embora. Percebi então que eu estava entrando em um processo de aceitação, eu estava agora aceitando que tenho medo e não lutando contra ele. Nós só encontramos a paz interna quando aceitamos aquilo que sentimos, entendendo que a cada momento nossos sentimentos e sensações mudam, é isso que nos torna vivos. O contrario, se rejeitarmos nossas sensações nos causamos dor e aquilo que sentimos é acumulado dentro de nós por muito tempo.

“A sua aceitação ou rejeição não faz nenhuma diferença para a facticidade disso. O que é é. Se você aceita, a alegria brota em você; se rejeita, surge dor, mas a realidade continua a mesma.” Osho, Saude

Fiz o teste outro dia. Meus medos são de animais, aranhas, cobras, e alguns outros insetos. Em determinado dia, eu estava tomando banho e uma aranha entrou no chuveiro comigo, antigamente eu sairia do banho e chamaria alguém para mata-la, caso contrario, a ideia de continuar o banho e ainda mais lavar o cabelo de olhos fechados, seria impossível para mim. Sentindo o medo dentro de mim eu olhei para aranha, me tremi inteira e ao invés de lutar contra ela dizendo a mim mesma que não tinha medo, eu a encarei e repeti para mim mesma ‘eu sou o medo, eu sou o medo’, afinal de contas naquele momento eu era o medo, o que não significa que todos os instantes sou esse sentimento, mas naquela hora sim, eu e o medo éramos um só. Algo diferente aconteceu comigo e eu parei de tremer e me senti em paz comigo mesma. Eu havia aceitado que eu sou o que sinto, eu havia unido meu corpo, a minha cabeça ao meus sentimentos, me tornando assim uma só, possível de aceitar a cada experiência vivida.


No momento atual, da pandemia, o medo rodeia todo dia nossas casas, o medo do desconhecido, do futuro incerto, do vírus invisível, das decisões governamentais sobre o que devemos fazer. Aceitar que estamos com medo, e que vivemos uma situação que não está no nosso controle, talvez acalme nossas mentes inquietas. Ao invés de lutar com o sentimento, devemos acolhe-lo olhar para ele e assumir o que estamos sentindo.


DICA: Quando se sentir inquieta, quando tiver o sentimento de medo tomando conta da sua mente, sente-se em uma posição confortável. Inspire e Expire de forma gentil, comece então prestando atenção no ar entrando e saindo de suas narinas, sinta a diferença do ar que entra para o ar que sai. Sinta também, seus ísquios no chão, e ouça atentamente sua mente começar a se acalmar.


“A todo instante, qualquer coisa que aconteça é aceita. Assim você se torna um.” Osho, Saude emocional.
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